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Algés, 2 - Stº António, 1 |
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Escrito por Atlético Digital
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Segunda, 25 Janeiro 2010 00:10 |
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Futebol. A vitória do Algés foi carimbada através da conversão de uma grande penalidade, em cima do minuto 90. Na zona de entrevistas, espaço para os comentários dos treinadores Pires Vieira (Algés) e José Carlos (Santo António).
A sorte nada quer com o Santo António: sofreu o golo que ditou a derrota em Porto Salvo nos últimos minutos, através de uma grande penalidade... Depois, houve o golo anulado já no período de compensação, frente ao Mem Martins, que se tivesse sido assinalado lhe daria a vitória... E hoje, foi isto! Claro está, uma coisa é uma coisa, e outra coisa, outra coisa, como gostam de dizer os brasileiros. Ou, por outras palavras, o facto é que a vitória do Algés é justa. Além disso, nem o lance da grande penalidade foi especialmente contestado pelas gentes afectas ao Santo António.
Ao longo de toda a partida o Algés foi sempre a equipa com maior dinâmica ofensiva, a que não faltaram os elementos individuais desiquilibradores, casos do médio Maki e do avançado Tiago Anjos. O Santo António procurava responder a espaços, sem grande perigo, valendo-se principalmente do seu rigor defensivo onde, nas raras vezes em que tudo o mais falhava, havia o guarda-redes Miguel, que à passagem da meia-hora de jogo segurou a igualdade com uma soberba defesa sobre o travessão. Aos 34 minutos a bola chegou mesmo a entrar na sua baliza, no culminar de uma boa jogada de entendimento do ataque do Algés, mas que o árbitro anulou.
Ao intervalo o empate era lisongeiro para o Santo António e objecto de preocupação acrescida, considerando que no tempo complementar iria actuar contra o vento, que se fazia sentir no "Fernando Magalhães" com alguma intensidade. Os primeiros minutos da segunda parte prenunciavam uma repetição do filme da primeira até que, contra a corrente do jogo, adiantou-se o Santo António no marcador, aos 57 minutos. Por momentos, pareceu-nos que a sua solidez defensiva seria suficiente para levar a vitória para Alcântara, mas enganámo-nos. Cerca de 10 minutos volvidos repôs o Algés a igualdade e, já em cima do minuto 90, José Cardoso fez falta para grande penalidade. Chamado a converter, Edgar não perdoou e bisou. Estava feito o resultado.
Campo Fernando Magalhães (Linda-a-Velha), 24 de Janeiro de 2010, 15:00 horas. Sob a arbitragem de Nuno Pinto, as equipas alinharam: Algés: Álvaro Santos; Miguel Lopes (Nassim aos 79'), Saramago, Márcio Soares "cap." e Vitor Landim; Paulo Pina, Maki, Eurico e Frederico (Mário aos 64'); Tiago Anjos (Yuri aos 79') e Tiago Pinto (Edgar aos 64'). Treinador: Pires Vieira. Santo António: Miguel; Higuita, Nuno, Marinho Bocas e Hugo (Ricardo aos 52'); Madragas "cap.", Rodrigo (David aos 52'), José Cardoso e Nelson; Fábio e Jackson (Piggy aos 73'). Treinador: José Carlos. Golos: 0-1, Fábio (57'); 1-1, Edgar (68'); 2-1, Edgar (90', g.p.). Acções disciplinares: amarelos para Vitor Landim e Márcio Soares (Algés); Madragas, Nuno, Marinho Bocas, Higuita, Ricardo e Fábio (Santo António).
Após o jogo, recolhemos as seguintes impressões do treinador Pires Vieira (Algés): Foi um jogo bastante complicado, mas o facto é que não parecíamos ser uma equipa cá de baixo, a jogar contra um candidato. Fomos sempre superiores ao Santo António. Na primeira parte marcámos um golo limpo... Na minha opinião, que não a do árbitro. Na segunda, e na sua única oportunidade, o Santo António teve a felicidade de fazer golo. Com muito esforço e pelo nosso valor, demos a volta ao marcador. O penalti é limpíssimo, não há nada a dizer sobre isso. Esta vitória é inteiramente justa.
O Algés teve um início de campeonato brilhante, com cinco vitórias em seis jogos, que o levaram à liderança. Depois... Foram três meses sem vitórias! O que é que se passou? É complicado. No início, afirmei que o Campeonato iria ser muito difícil, porque ainda não temos campo (nota da redacção: Pires Vieira refere-se às obras de requalificação do campo do Algés, em curso desde o passado mês de Agosto...). Por isso, o primeiro lugar registado à sétima jornada era algo de extraordinário, pelo qual até eu estava surpreendido! É assim: às Terças e Sextas treinamos no Parque Urbano de Miraflores, sem luz. Às Quintas, para efeitos da "peladinha" para acertar movimentos no terreno de jogo, então vamos para a Torre de Belém. Como o tempo está mau, só conseguimos jogar durante um quarto de hora, daí em diante é só lama. Não temos balizas, por isso não dá para treinar finalização nem guarda-redes. Daí se compreende a nossa quebra no Campeonato. Na falta de campo, trocámos jogos a partir da sétima jornada, de modo que fizemos seis seguidos fora de casa, e isso também nos prejudicou um bocadinho. Teve de ser... O nosso campo ainda não está pronto e para a semana teremos de vir jogar em "casa" aqui ou noutro lado qualquer. Assim, considero como positivo tudo o que temos feito até aqui. Melhor seria impossível!
Quando é que a situação do campo ficará resolvida? Pelo que me dizem, dentro de uma ou duas semanas já teremos campo para treinar. A partir daí, penso que iremos melhorar muito. Temos qualidade, só nos faltam condições de trabalho. O Algés neste momento sustenta-se a meio da tabela graças à força de vontade dos meus jogadores e à sua qualidade. Se fossemos uma equipa vulgar, andaríamos lá por baixo! Acredito que, daqui para a frente, tudo irá melhorar. Com esta força e atitude, regressaremos lá acima.
Conversámos também com o treinador José Carlos (Santo António), a quem confidenciámos que a vitória não fica mal ao Algés, só que perder assim... É traumático. Parece que a sorte não quer nada com o Santo António! Respondeu-nos assim: Tivemos aqui duas equipas que se bateram bem, num campo bom e grande, que dava para jogar futebol. Procurámos a vitória, mas não conseguimos. Uma vez mais, na parte final do jogo aconteceu algo: um penalti aos 90 minutos, numa altura em que recuperar não sendo impossível, é complicado. Realmente, o santinho não está com a gente. Mas já que fala em sorte, devo acrescentar que também temos de a procurar. Admito que a minha equipa hoje não esteve tão bem como de costume...
Estranhou as dimensões do campo? Não. É verdade que normalmente jogamos em campos mais pequenos, mas este campo era propício para uma equipa como o Santo António, que tem jogadores que sabem rodar a bola. Olhe, não sei o que é que se passou. Na primeira parte as coisas ainda estiveram razoavelmente bem, mas complicaram-se na segunda. Havia muito vento, isso também não ajudou, mas o facto é que soprava para as duas equipas. Talvez os jogadores tenham actuado hoje mais com o coração do que com a cabeça.
Há quinze dias atrás disse-nos que procurava alguém para o ajudar na equipa técnica... Já encontrou? É difícil, temos contactado pessoas que por muito que quisessem vir, não podem abandonar os clubes onde estão. Continuamos a procurar... Faz-nos falta mais um elemento, tanto para os treinos como para o jogo ao Domingo. Isto de dar a palestra na cabine e depois vestir o "facto-macaco" para lhes dar o aquecimento, é complicado! Mas como se costuma dizer, quem corre por gosto não cansa. |
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Actualizado em Terça, 26 Janeiro 2010 00:08 |
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