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Sacavenense, 3 - Loures, 1 PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Atlético Digital   
Segunda, 14 Junho 2010 22:56

Futebol. O Loures esteve em grande na primeira meia-hora, mas depois o Sacavenense assenhoreou-se do jogo e embarcou para uma vitória categórica. Na zona de entrevistas, espaço para os comentários do treinador Luís Silva (Sacavenense).

Artigo

O Loures terá acusado a sobrecarga de jogos nesta fase do seu calendário... Depois do que noticiámos no último Domingo, enfrentou os Bucelenses para a final da Taça "Concelho de Loures" na Quinta-Feira, 10 de Junho (perdendo-a por 2-1) e hoje, perante um Sacavenense moralizado com o seu regresso aos nacionais, a tarefa não se adivinhava fácil! E não foi.

Ao contrário do que aconteceu na Malveira, donde saímos deslumbrados, hoje não regressámos a casa tão felizes. Não pelo jogo, note-se bem, que foi espectacular... Talvez por isso mesmo! Achámos que merecia outro campo e, principalmente, mais público. Houve também pormenores aborrecidos, como por exemplo o facto das substituições não serem anunciadas pela instalação sonora, nem termos dado pela existência de placas com os números envolvidos, o que dificulta naturalmente o nosso trabalho.
Rezinguisses à parte... Passemos ao artigo propriamente dito!

Tacticamente, o Loures repetiu o mesmo figurino exibido na Malveira, assente num 4x3x3, embora com algumas alterações de intérpretes. O coração da defesa continuou entregue a Varela e Luís Pedroso, assistidos por Luís Hidalgo. As alas foram entregues a Beto e António Martins. No meio-campo estavam Paixão e Yuri. A referência atacante era Pedro Bernardo, apoiado por Edi e Pedro Silva. Segundo os nossos apontamentos, saíram Fábio Gomes, André Moutinho e Tiago Pereira, havendo ainda a destacar que desta vez Pedro Bernardo iniciou a partida mais avançado no terreno. Também na baliza houve mexida, uma vez que Vitorino substituiu Nuno Almeida, presente no banco.

Quanto ao Sacavenense, que vimos hoje jogar pela primeira vez, apresentou algo a que não estamos nada habituados... Um 5x3x2! Quer isto dizer que havia um trio de centrais (Nélson Pina, Rogério Lourenço e Vilela), assistidos por um médio mais recuado (Armindo), dois laterais (Perdigão, na esquerda, e Tiago Henriques, na direita), dois médios-centro (Marocas e, mais adiantado, Baptista) e dois avançados, nas alas (Tera e Cláudio).

O jogo abriu em bom ritmo, disputado em todo o terreno. Alguma supremacia para a turma do Loures, que gizava os melhores lances de ataque e por duas vezes (aos 17 e 23 minutos) podia ter-se adiantado no marcador... Da primeira vez, salvou Rogério Lourenço sobre a linha e da segunda foi Pedro Silva que, solto na pequena área, rematou às malhas laterais. Nesta fase da partida Pedro Silva parecia ser capaz de se superar a Tiago Henriques de forma comprometedora, tardando este em acertar as marcações. E da parte do Sacavenense, apenas anotávamos pequenos pormenores inconsequentes de um ou outro jogador.

Tudo mudou à passagem da meia-hora, quando na sua primeira oportunidade, o Sacavenense se adiantou no marcador. A partir daí, nada voltou a ser igual. O Sacavenense cresceu... Ou caiu o Loures... Isso dependerá da perspectiva, talvez um misto dos dois. E ao que antes chamávamos pormenores, substituímos por "pormaiores", isto é: Cláudio, Tera e Baptista mostravam agora ser temíveis na frente de ataque! Até ao final da primeira parte podia o Sacavenense ter aumentado a contagem por um par de vezes, comprometidas ambas pela falta de pontaria no remate final.

Raúl Silva mexeu na equipa ao intervalo, fazendo entrar Barras para a direita do ataque e refrescando o meio-campo com a entrada de Moutinho. O Loures ainda chegou ao empate através da marcação de uma grande penalidade, aos 57 minutos de jogo, mas o seu tempo tinha passado. O Sacavenense liderava agora as operações e barafustou aos 63 minutos, quando Cláudio foi rasteirado no interior da área  e o árbitro, embora assinalando a falta, deslocou-a para o exterior! O livre deu em nada, mas o golo não tardou: apontou-o Tera, depois de ultrapassar em velocidade António Martins.

Se as coisas iam mal para o Loures, iriam ficar pretas quando Beto, incapaz de parar Tera a bem, rasteirou-o em cima da quina da grande área... O que lhe valeu o segundo amarelo e a ordem de expulsão! Faltavam então 13 minutos para o final da partida. O golpe de misericórdia veio aos 80, quando perante um Varela apanhado em contra-pé, Baptista ganhou posição e, na cara do guarda-redes, encheu o pé para um daqueles "golaços" com que todos os goleadores sonham. Chegados a este ponto, já nada mais de especial havia a esperar da partida. Cláudio esteve perto também ele de marcar, mas o guarda-redes não o permitiu.

Complexo Desportivo Guilherme Pinto Basto - Torre (Cascais), 13 de Junho de 2010, 17:00 horas.
Final da Supertaça da Associação de Futebol de Lisboa "Centenário", 2009/2010.
Sob a arbitragem de Pedro Mota, as equipas alinharam:
Sacavenense: Ginja; Marocas, Vilela (André aos 90'), Armindo "cap." e Nélson Pina; Rogério Lourenço, Tera (Barata aos 88'), Perdigão e Baptista (Afonso aos 88'); Tiago Henriques (António aos 90') e Cláudio (Sanches aos 90'). Treinador: Luís Silva.
Loures: Vitorino; Beto, Varela "cap.", António Martins (Pinho aos 71') e Luís Pedroso; Luís Hidalgo, Edi (Barras ao intervalo), Yuri (Moutinho ao intervalo) e Pedro Bernardo; Paixão (José Maria aos 71') e Pedro Silva. Treinador: Raúl Silva.
Golos: 1-0, Baptista (29'); 1-1, Pedro Bernardo (g.p., 57'); 2-1, Tera (64'); 3-1, Baptista (80').
Acções disciplinares: Marocas e Perdigão (Sacavenense); Beto (2) (Loures). Vermelho para Beto, por acumulação de amarelos, aos 77' (Loures).

Entrevistas

Começámos por conversar com o treinador Luís Silva (Sacavenense), junto de quem recolhemos os seguintes comentários:
Foi uma vitória inequívoca, num jogo extremamente complicado. O Loures tem uma grande equipa, que valorizou a nossa vitória.
Na primeira fase assistimos a um jogo extremamente equilibrado, muito táctico. Poucos espaços e poucas oportunidades de golo! Conseguimos desenvencilhar o jogo no lance que deu o 1-0, resultado justo ao intervalo.
Na segunda parte, jogando a favor do vento, o Loures carregou um bocadinho mais. Foi feliz na grande penalidade, um lance discutível... Mas pronto, aceito. Empataram aí, mas reagimos de imediato. Fizemos o 2-1 e acabámos com o 3-1.

Vai continuar com o Sacavenense para a próxima época?
Como é evidente!
Antes de mais, quero frisar a excelente época que estes jovens jogadores fizeram. Foi algo de brilhante, fantástico mesmo! O jogo de hoje foi o culminar de muitas horas de trabalho, de empenho, sempre com muita humildade. Estamos num clube em crescimento e com grande organização, do qual nos sentimos orgulhosos de fazer parte.
Voltanto à próxima época... Já temos o plantel quase todo definido. Vamos para a terceira divisão com a mesma ambição, humildade e capacidade de trabalho que aplicámos até aqui, na expectativa de fazer um bom campeonato. Como tem sido apanágio em todas as equipas de que tenho feito parte, pretendo prepará-la o melhor possível, de modo a ser capaz de conquistar os três pontos, Domingo a Domingo.

Tem alguma palavrinha para enviar aos seus amigos no Santo António?
O Santo António... Fiquei triste, porque acreditava muito naquele grupo. Se tivessem alcançado a subida de divisão, para mim seria também uma subida minha. Tudo o que possa dizer já é sabido, porque falo pontualmente com todos eles, especialmente com o Fernando Pereira, director desportivo do Santo António.
Para se trabalhar naquelas condições... Ser-se jogador do Santo António não é fácil. Quero dizer-lhes que continuem a trabalhar. Continuem a ser aquele grupo de amigos, com grande espírito de sacrifício, grande capacidade e disponibilidade. Este ano deram prova de tudo isso, de modo que foi uma pena não terem conseguido a subida de divisão. Continuem a acreditar, que eu estarei sempre do vosso lado.


Procurámos também recolher os comentários do treinador Raúl Silva (Loures), que amavelmente se escusou a prestar qualquer declaração.

Actualizado em Terça, 15 Junho 2010 00:31
 
 
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